Ecodasilhas de Cabo Verde

Domingos Barbosa da Silva

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Domingos em CapadóciaPoesia escrita sobre o Monte TaurusNatal 2014

   

Caros leitores

Bem-vindos à esta Página

 

Uma opinião

o sobre a vida - uma correria danada!

 

Tanta correria na vida! Apesar de tudo, gosto da palavra “correr”! e da vida!

Creio que todos nós nascemos com um tempo estipulado para viver. Alguns de nós encurtamos este tempo com o tipo de estilo da vida que escolhemos, por exemplo, com o uso da droga – acendemos a vela por ambos os lados.

Passamos a vida inteira a correr atrás das coisas, do dinheiro, da saúde, da paz, da felicidade, do amor correspondido, do bem-estar, da saúde e tantas outras coisas, algumas sem significância. Sempre correndo sem dar atenção às coisas que muitas vezes nos humanizam. Querendo ou não, tenha significado ou não, a vida nos puxa para algo que nos interessa, pois ela não deixa de respirar. Parando de respirar, morremos! Claro, porque a vida não nos deixa parar sem respirar, porque ela é respirar em si. Ela cobra, recobra, chama a atenção, puxa a orelha e a gente tem que correr, senão ela atropela a gente.

O grande, Dalai Lama, ao responder a pergunta “O que mais te surpreende na Humanidade"? disse:

Os homens… porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como que nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido…

Outros, acrescento, adiam para bem longe a sua felicidade, os seus afazeres, os seus arrependimentos, em fim as suas vidas. Vivem vegetando.

Eu, nesta correria sustive um instante deste infindável corre-corre para pregar no tempo uma pauta neste espaço moderno para juntar alguns fios da minha vida, para recordar alguns amigos da infância, e não só, para conectar, para recordar alguns escassos momentos desta travessia curta, mas apreciável e útil.

Ricardo Prado, um brasileiro muito inteligente disse o seguinte:

A gente já nasce correndo. Coitada da Mamãe se a gente nascesse devagarinho. Haja dor de parto. Então a gente dá um jeitinho de sair rapidinho. E já sai berrando, é claro, porque já nasce de saco cheio por ter que esperar 9 meses, preso, sem poder correr. Porque o que a gente quer mesmo é correr. Correr pra realizar, criar, formar, construir, descobrir, impressionar, ganhar, agradar e ser bem aceito.

E passa a infância inteira correndo. Pra fazer o que nossos Pais querem que a gente faça. A gente não tá com um pingo de vontade de fazer, porque, geralmente, o que os Pais querem é tudo aquilo que a gente não quer fazer, mas tem que fazer correndo. Arrumar a bagunça, fazer a lição, comer verdura e legumes, escovar os dentes, tomar banho. Ah, tomar banho... A gente quando é criança não tem o menor saco de escovar dente e tomar banho, mas tem que fazer correndo, mesmo não gostando, porque tem que dormir correndo, pra acordar correndo e ir pra escola correndo.

A gente cresce, fica adulto e ai que começa mesmo a correria doida. Corre pro cursinho, corre pro vestibular, corre pra faculdade, corre praquele empreguinho de estagiário, que a gente mais paga pra trabalhar do que ganha. Corre pra fazer o que o chefe mandou, e corre de volta pra casa, porque senão fica muito tarde, e a gente tem medo de andar a noite, porque o ladrão pode correr atrás da gente…

Nós continuamos a correr. Correr para agradar a namorada ou o namorado, correr atrás de igreja, correr atrás de salão de festa, correr atrás de vestido de noiva, de convidado, de flor e bem casado, porque a gente quer casar rápido, então tem que correr. Correr para maternidade, correr para comprar fralda, correr para dormir cedo porque sabe que vai acordar de madrugada pra cuidar do bebé, correr para casa para agradar a esposa ou o esposo, e correr o dia inteiro pra sustentar a família.

Ah, depois chega a velhice. Agora vou poder descansar e parar um pouco. Não, ainda temos que correr. Correr pra cuidar dos netos, pra fazer o almoço da família no domingo, correr atrás de médico, de um monte de exame e correr pra tomar os 11 remédios que preciso tomar todo dia na hora certa.

Correr, correr, correr. Quanta correria foi a minha vida. E já estou tão perto do fim. Bom, então não precisarei de correr mais, porque gente morta não corre. Mas, pelo menos eu fico com a certeza de ter realizado muita coisa, mas espera aí, o que foi que eu realizei mesmo? 

Neste momento fico pensando nas palavras “correr” e “morrer” e pergunto onde estou? Quem sou? O que fiz para mim? Porque o tempo estipulado está se gastando e consumindo, e no fim da vida não tenho jeito, só me sobra a inquietação de não ter feito um monte de coisa que gostaria de fazer, e esta pergunta que não quer calar:

Onde estou eu?

Eu estou nalgum lugar no meio dessa correria toda que foi minha! Nalgum lugar em que eu esqueci de mim mesmo perdi-me no meio do deserto, porque o que eu queria era correr para fazer um monte de coisas para as outras pessoas, e nessa correria maluca eu me esqueci de parar na vida, de vez em quando, respirar, olhar no espelho, monologar, realizar para mim, agradar a mim mesmo, e me lembrar que o personagem principal desta história toda...era eu!

Mas nós preferimos correr. Mas...correr para que mesmo? Ah, lembrei...para podermos ter paz, felicidade, saúde, dinheiro e aceitação. O problema é que hoje não temos nem paz, nem felicidade, nem saúde, nem dinheiro e ninguém nos aceita mais, porque nós já estamos velhos e meio senil. Mas, talvez nós descubramos, mesmo que seja tarde, o que perdemos com a correria...

A minha correria trata-se, em primeiro lugar, de conseguir uma paz durável dentro de mim e em relação aos outros. Trata-se de não perder parte de mim mesmo nesta travessia da vida. Ela é tão curta que nem dá espaço para um repouso duradouro. Fica sempre um espaço preenchido por um monte de saudades destes repousos.

Na emigração, ou como muitos preferem dizer, na diáspora, construi uma pátria feita no ar. Construi correndo um palácio nas nuvens. De olhos nos olhos com a realidade consegui correr sem dar conta dos meus irmãos noutro lado da fronteira da coexistência. Mas para que tanta correria e se no fim não fui eu que corri, mas o tempo que correu e eu corri junto dele sem nada aperceber! Procurei sempre as coisas grandes da vida enquanto as pequenas ficaram nos salgueiros da desilusão. Mas as coisas pequenas dão sentido à vida, dão sentido à nossa existência. Portanto, porque descurá-las? Ricardo prado veio outra vez ao meu auxílio:

As coisas simples que nos fazem felizes,
os momentos que nos dão paz,
os detalhes que nos enriquecem, 
a paisagem que nos revigora,
e você mesmo...

René Descartes, filósofo francês, deteve uns momentos no tempo, para pensar. E pensou profundamente enquanto parado. Foi metódico no seu pensar e pensou para muitos e provou a sua própria existência enquanto pensava. Portanto, não importa qual tradição espiritual que sigamos, a nossa mente precisa de parar e de sintonizar numa atenção plena capaz de permanecer no momento presente para podermos aprofundar nossa compreensão e experiencia. A nossa mente sente-se contente e inovada. Mas quando apagamos as luzes da nossa mente entramos numa corrida doida sem ter acesso suficiente a um entendimento sossegado do nosso mundo.

No seu Discurso do Método, tinha como principal método de estudo, o questionamento de toda verdade que lhe era apresentada, passando-a primeiro, pela peneira severa da razão, desconsiderando tudo o que a razão não aceitasse.

Para ele a única coisa que realmente pode ser considerada verdadeira é o pensamento humano, visto que todo pensamento por si só prova sua existência, ou seja, mesmo que uma pessoa duvide que o pensamento exista, essa sua dúvida já é um pensamento. Descartes exprimiu esta verdade ou certeza indubitável no ditumCogito ergo sum (penso, logo existo), que apesar de ser um pequena frase, contem um profundo pensamento filosófico.

Uma vez consciente desta nova linha de raciocínio, Descartes passa a examinar a ideia de perfeição. Quando dizemos que alguma coisa é imperfeita, estamos usando a ideia de perfeição sob a forma de falta de alguma coisa, ou seja, a ausência de algo que tornaria perfeita a coisa  estudada.

Caso essa coisa estudada estivesse completa, teríamos a noção de um ser perfeito. Demonstrando que a ideia de perfeição não se origina nos sentidos, mas na razão, Descartes abre o caminho para a prova racional da existência de Deus. Ao questionar a origem da ideia de Deus, ele depara com o problema de que essa ideia não poderia ter surgido do nada, pois o nada, nada cria e nenhum ser, muito menos um ser perfeito, pode ter surgido do nada.

Um ser perfeito tem de ser a sua própria causa, ao contrário de um ser imperfeito. A ideia de perfeição posta na razão sugere a existência de um ser perfeito, pois seria contraditória a existência da perfeição sem um ser perfeito que a tenha criado.

Assim, a existência da ideia de perfeição que existe em nossa mente, comprova a existência de um ser perfeito que a criou e a colocou em nossa razão, ou seja, um ser que que se chama Deus. Segundo santo Thomas de Aquino é para Deus que corremos, pois ele é a origem e o fim de tudo (é alfa e ómega).

Até bem pouco, a minha correria na vida passou-se somente pelo crivo dos meus sentidos. Bloquei-a o acesso à razão crítica. Por isto só corri porque a própria vida é feita para correr. Se não corrermos a inanição nos coloca num invólucro de madeira ou doutro material. Hoje estou um pouco mais consciente do que passa na vida e no mundo. Mas a corrida continua porque acho que é uma necessidade orgânica.

Resta-me aqui convidar a todos a uma reflexão sobre a corrida na vida! Fico cá correndo para não parar antes da meta traçada ou antes do tempo estipulado esgotar.

Oslo, 11 de Janeiro de 2015

Domingos Barbosa da Silva

 

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